Alckmin contesta alegações sobre novo tarifaço americano e diz que medida é ‘injusta e descabida’

Vice-presidente Geraldo Alckmin em coletiva – Reprodução: Agência Brasil

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, contestou as alegações usadas pelos Estados Unidos para justificar as tarifas de 25% anunciadas nesta quarta-feira (15) e afirmou que a medida é “injusta e descabida”.

“É injusta porque se nós pegarmos os próprios dados dos Estados Unidos nos últimos 15 anos os Estados Unidos teve conosco superávit na balança comercial. E descabida porque que os argumentos levantados na sessão 301 e aqui vão ser explicitados pelos ministros não tem parte de uma base totalmente falsa. Não tem menor justificativa”, afirmou Alckmin.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a proposta de um novo “tarifaço” com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho, próxima quarta. Esta decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

O vice-presidente afirmou ainda que os argumentos usados pelos Estados Unidos para justificar as novas tarifas “tem parte de uma base totalmente falsa e não tem menor justificativa”.

Segundo o USTR, o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que “várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos”.

Veja abaixo os argumentos utilizados pelo USTR para a aplicação do tarifaço:

  • PIX;
  • Corrupção no Brasil;
  • Ações do STF contra as big techs;
  • Tratamento injusto na política de tarifas brasileira;
  • Proteção inadequada à propriedade intelectual;
  • Tarifas sobre o etanol;
  • Desmatamento.

Participaram da coletiva de imprensa os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Duringan (Fazenda), Márcio Elias rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e João Paulo Capobianco (Meio Ambiente). Além disso, também estiveram presentes o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e Maria Rosa Guimarães, secretária nacional de justiça.

Alckmin afirmou ainda que no ano passado o Congresso Nacional aprovou a Lei de Reciprocidade e que o governo, “no momento adequado, saberá como implementá-la”.

Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa, como é o caso da carne bovina e do café.

Com G1

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